Monday, October 25, 2010

PLENITUDE DAS ERAS

O tempo mais louco é o que ainda não chegou. A noite mais escura é a que ainda não veio. O amor mais profundo é o que já passou. A verdade mais terrível é a que foi dita. O desespero mais terrível é o que está presente. A dor mais aterradora é a que não cessa.
A concretização do tempo já começou. A noite para as almas está chegando. O amor mais profundo ainda volta. A verdade se fará ainda mais terrível quando não mais quisermos ouvi-la. O desespero se abaterá sobre os que não mais confiarem. A dor não cessará, mas o bálsamo perfeito estará presente.
A luta começou!!! Peguem suas armas e sigam para as montanhas. Protejam as crianças e os amados. O escudo será sobrenatural e somente quem permanecer fiel à Verdade conseguirá caminhar na estrada pós-apocalíptica.

Wednesday, October 20, 2010

PEDIDO

Sem Tua mão eu já teria caído e me despedaçado. Já não teria forças pra levantar pela manhã, nem teria o sopro de vida que há em mim. Sem a certeza de Teu sonho para mim, eu já teria desistido de tudo. Minhas dores me fazem dobrar. Meus pensamentos se tornaram viscosidade nas paredes de minha mente. Meus sentidos não consigo controlar apropriadamente, pois buscam aquilo que querem quando podem ter, e não podem ter.
Vem e cobre-me, Força Perfeita do Universo. Vem e segura-me, Mãos Eternas do espaço e tempo. Vem e toca-me, Amor Verdadeiro e Infinito. Sustenta-me, pois sou fraca, mas é quando estou mais fraca que Te fazes força em mim.

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Monday, October 18, 2010

HOJE!!!

Meu coração chora! Minha mente se contorce! Meus olhos já não enxergam! Minha boca já não se pronuncia! Em minha pele já não há o tato, o sentido do seu toque! Já não possuo nada... E se não desmorono é porque os anjos me seguram. Não tenho mais forças pra continuar de pé sozinha.
Foi-me levado o que havia de melhor em mim.

Thursday, October 14, 2010

BRICK WALL ALL AGAIN

O mundo continua indo e vindo, é natural
Noites tão modernas, chances infinitas de encontrar
Alguém que faça minha cabeça sem precisar pensar
Danni Carlos - Doce Sal
Sem a verdade que nos une, nada mais nos liga e não há cimento de união no universo que conecte os tijolos que constroem as paredes da realidade. Não há mais nada. Não há mais espaço, nem constância, nem discípulos dispostos a aprender, pois não há o que ensinar.
Não há o caminho pra seguir, nem as pegadas na areia. Não há rastros pra perseguir, nem medo do que fugir. Não há portas estreitas. Só temos medo quando há o que perder. Mas se nada mais há, nada mais existe, nada mais se teme. A ninguém mais se deve.
Tendo o nome que eu não sei chamar
Dentre os homens está em último lugar
Quente o inferno, invente o inverno e o verão
Semente latente, surpreendentemente enfrente o que não há
Danni Carlos - O Seu Lugar

Tuesday, October 12, 2010

UM INVERNO DE PRIMAVERA

Com sua partida veio o frio intenso. O frio que em mim já habitava antes de você aparecer, retornou com força total quando você se decidiu por ir embora. Os mares de meu corpo congelaram como os mares nórdicos. As minhas veias se tornaram pedra por onde o sangue, também frio, não corre, arrasta-se. Denso em consistência, ralo em profusão.
A jornada itinerária e nômade não descansa e o sopro do vento do Norte não se cansa de mim. Não tenho lágrimas, tenho flocos de neve. Não tenho sorrisos, tenho estátuas cristalizadas no veio do tempo. Tenho costumes, não fantasias. Tenho a mim, e a mais nada.
E o sol que brilha não aquece. E as nuvens não desaparecem. E a cidade parece enlouquecer entre ventos e cascatas de cristal líquido. Não há mais nada, não há mais verdade, não há mais destino. Só há o frio incessante, que não some, daqueles que estão na primavera e não a identificam no clima.
(Para minha amiga que veio pra Terê e quase congelou nesse feriado. Valeu por não me deixar incendiar. XD)

Sunday, October 10, 2010

Reinos Indevidos

"Heigh, my hearts! cheerly, cheerly, my hearts! yare, yare! Take in the topsail. Tend to th'master's whistle. -- Blow till thou burst thy wind, if room enough."
William Shakespeare. The Tempest. Act 1, scene 1.
Por que recitas Shakespeare? Que direito tens de se imiscuir em meu mundo? Já não basta estar em minha mente e pensamentos constantemente? Já não basta que eu queira beijar-te sempre que te vejo? Já não basta as vezes em que fico a observar-te pelo canto do olho quando acho que não estás prestando atenção em mim?
Repito: que direito tens de recitar Shakesperare? Sem ser para mim? Que direito tens de massacrar meus pensamentos contra as paredes de minha alma? Que direito tens?
Ao menos foi apenas Romeu e Julieta e não Tempestade. Ainda assim sempre penso que o choque seria menor se o mundo fosse maior do que realmente é.
Poesia, literatura, música, sarcasmo... Em que mais estarás entrelaçado em minha vida sem que eu possa fazer nada para evitar. Principalmente, porque não quero, realmente, evitar nada.
Aí, com cada palavra e gesto normais, do tipo que acredito que fazes a todos, eu derreto mais nessa escuridão quente que deveria ser proibida de existir quando estás fora de mim. Mas ainda assim, sei que não é exatamente o que ocorre.
E sem as respostas que eu gostaria de ouvir. Sem as palavras que me parecem nunca vir. Eu sigo e acabo chegando à conclusão que meu fim será assim: estou sozinha, temperatura baixa e só. Nada mais além de mim.
"Avante, meus corações! Alegre, alegre, meus corações! Avante, avante. Hasteai a vela principal. Atenda ao assovio do mestre. Assopre até que irrompa seu vento, se houver espaço suficiente."
William Shakespeare. A Tempestade. Ato 1, cena 1. (tradução)

Friday, October 08, 2010

Shhhhh!!!

Sou o silêncio que protege o segredo!!! - Shhh! Fale baixinho. Não conte pra ninguém.
Sou a certeza que transforma a verdade!!! - Não fale alto. O mundo não pode te escutar.
Sou o espaço que separa os amantes!!! - Não choramingue. Podem te ouvir.
Sou a luz que os permite se enxergarem!!!
- Não quero dizer. Não posso falar.
Olhos vendados, toques ousados, metamorfose, segredo contado.

Wednesday, October 06, 2010

ÍONS IAM NO AR

Sobre as montanhas frias o Tempo se instala e pára. Sim, o Tempo pára. É como se o senhor Universo se cristalizasse em um pequeno floco de neve e demonstrasse que ainda há coisas maiores do que ele. Então, o meio termo entre energia e matéria é alcançado e o frio intenso deixa de fazer tanta diferença.
Sem diferenças tudo fica mais claro. Não há mais dúvidas. Não há mais engano, Não há mais desespero. Só plenitude. E tudo porque o tempo foi capaz de, finalmente, estacionar em algum lugar. Dar uma paradinha.
Fez o mundo ouvir sua voz melodiosa e depois voltou ao seu normal. Mas então, nada nunca mais foi igual.

USELESS

Já não sei mais o que são meus pensamentos e o que é Sua voz. Já não sei se está me mandando recuar ou se meu medo resolveu ultrapassar as muralhas que tanto tempo levei pra erguer. Já não sei se é o ponto de reconhecer que a insegurança que normalmente se apossa de mim ganhou.
Tudo o que sei são afirmativas, apenas, respostas de perguntas que faço sobre mim mesma. Mas até aí, não é nenhuma surpresa. Não guardo grandes segredos de mim ou daqueles que têm coragem de me fazer as perguntas que não se calam nos sussurros e olhares de terceiros.
O que não aprendi em minha vida de tanta leitura foi a ler o outro tão claramente quanto o escrevo. Não sei onde minha vontade/imaginação começa e onde a realidade termina. Não sei falta de coragem (ou seria excesso de consciência) em manipular aquilo que tão fácil conseguiria me fez perder o timing.
E mais uma vez, só negativas em relação ao mundo e nenhuma resposta em relação a ele.

Monday, October 04, 2010

Fermata em LÁ maior

A chuva parecia que não ia cair de verdade nunca mais... Mas sexta-feira caiu.
O mal-estar parecia que não iria me deixar em paz... Hoje se foi.
O episódio parecia que não entraria no site... Ontem entrou.
A aula parecia que não acabaria jamais... Mas teve fim.
Tudo parecia que tinha mudado... Então: Fiat Lux!!!