Saturday, June 17, 2006

EIS A CHANCE

"Tarde te amei beleza antiga e tão nova, Eis que procurava fora e estavas dentro de mim." Sto. Agostinho Um olhar... Um corpo preso a um suspensório de prata... Um olhar carinhoso daquele que estava pendurado... Um sorriso... A Verdade estampada naquela face... AMOR... E então já não sabia mais o que fazer... Um chamado insistente em minha mente para que lá ficasse... Bem junto de ti... Sempre fazes isso comigo... Quer me manter ali... Ao TEU lado... Distante e perto, ao mesmo tempo, de tudo o mais que há no mundo... Um novo horizonte, tão antigo quanto o próprio tempo... "A Ti, Ela procura..." Um sorriso... E continuas sorrindo depois de tanto que já fiz... Sorri enquanto sangue cai de seus punhos... Enquanto suspiros dolorosos saem de sua boca e pulmões... Enquanto uma sonora batida de seu coração ressoa em seus ouvidos... E nos meus... E ainda assim, sorri... Aquele sorriso que só você sabe dar. Um Carinho-Amor que transborda de seu olhos diretamente do fundo de seu Espírito... AMOR... Eterno e infinito mesmo por mim, que não mereço tanto... Chagas que ainda hoje doem em seu corpo, por minha causa e por outros tantos... Cortes profundos de pessoas por quem já fez tanto e que, por isso mesmo, deveriam te amar também. Lágrimas de dor não por ti mesmo, mas por mim, que não consigo persistir naquilo que me pedes... O que farei? O que farás? Como te encarar depois de tanto tempo em desconsolo? Onde está meu Mestre nesse momento? Que caminho perseguirei se não tenho coragem de te olhar... Nem consigo... Tanto é o sangue que hoje jorras sobre mim... Talvez seja disso que eu precise... Banhar-me em sangue e deixar que verta de mim as lágrimas vermelhas que caem de seus punhos... Sobre outros... Que hoje eu passe a sangrar por TI... Por outros... Por mim mesma, talvez... E assim, quem sabe?, talvez eu também consiga sorrir e fazer com que outros vejam o amor do fundo do meu/seu Espírito... Um dia, quem sabe?, unida a ti... Nada mais me afligirá... Nos teus braços... Teu corpo em mim... Eu contigo no teu tudo... Consiga entender o quanto é importante e preciso AMAR... Só a m a r...

Tuesday, June 13, 2006

FREE

"Touch me when I fly Or you will never have the opportunity Again" Se não queres me ver chorar... Pare!!! Só pare... Se não queres que eu morra a cada instante... Viva!!! Só viva... Se não queres que minha dor me consuma... Suma!!! Só suma... Desapareça entre as frestas do tempo... Entre os abismos entre os segundos... Entre a eternidade escondida entre os respirares... Desapareça por um instante e me deixe suspirar os alvoreceres e os ocasos... Deixe viver um instante audaz de liberdade... Minhas asas... Meu instinto... Meu supor e repor de sintonia apática e empática, simpática pela humanidade. Voe comigo e me alcance... Caso contrário... Nunca mais estará comigo... Nunca mais estará presente em meus pensamentos se me deixar ir para longe... Saiba... Não vou voltar... Amarraste meus pés por tempo demais... Agora... Já É tarde demais... Vou alçar vôo... Alcance-me... Ou não mais me verá... Alcance-me e aprenda a voar... Ou nunca mais me terá... Troque suas correntes por asas de cera... De cera para não se empolgar... E voe apenas ao meu lado... Mas aprenda a voar... Assuma-se Dédalus... Pois a Ícaro já criou... O que ainda está esperando para voar??? Só que este não se apaixonará pelas belezas do sol... Já há paixão demais aqui dentro... Voe... Por favor... Ou nunca mais me terá...

Sunday, June 11, 2006

SEM SENTIDO

"Eu, que venho de uma aventura infinita, te procurei e te achei em tantos cantos da vida, rezei contigo nos bancos das igrejas, bebi contigo nas noites de tantos bares, dormi, contigo, na cama dos amantes, sorri e chorei por ti em tantas horas loucas, mas, tendo tanto quanto tive, ainda quero tudo: quero apenas ter, em ti, tudo que, em tantas, encontrei disperso." Filho, Wilson Melo da Silva. "TODAS" (http://www.todas.com.br/todas.htm) Havia sim mil oportunidades para mim... E quem disse que as quis?! Pra quê? Pra que ser feliz? Havia ainda mais tempo do que o preciso, mas ninguém sabe aproveitar o tempo enquanto ainda o tem... Ou talvez alguém até saiba... Mas se esse alguém existe... Não ensina seu segredo a outros... Mas também, pra quê? Não tendemos a por em prática o que os outros ensinam... Somos teimosos e só aprendemos com nossos próprios erros... Quando aprendemos... E havia ainda um meio termo estranho entre realidade e ilusão... Compreensão e fantasia... Um meio toque desesperado de sorrisos estáticos no caminho mais perdido da alma mais solitária... Onde você se encaixa??? Em mim ou no seu??? E esse destino meio sem sentido e sem direção... Sem saber ao certo se o toque e o cheiro são mera invenção... Se o gosto dos seus lábios nos meus são apenas fruto de um louco desejo irreal... Se o som da sua voz e o timbre da sua voz e o calor da sua voz em meus ouvidos são meros sussurros desconexos em minha mente confusa e desligada... E onde está aquela imagem amargurada de cada sentimento perdido entre a sua casa e o céu? Morri em meio tempo da partida do jogo... Não resisiti em nada o contexto histórico da sua existência... Você pensa? Você existe? Você permanece cada dia mais perdido e cada dia mais ineficaz e sonolento nesse leito preguiçoso... Como meu coração cansado de bater no leito dos meus pulmões... Quem sabe onde ainda vai parar??? E quem sabe quantas linhas ainda não terei de escrever em cada esquina e poste da avenida... Quantas vezes ainda não verei seu nome até lhe esquecer... E quantas febres alucinantes e sem direção... Tanto na testa quanto no coração... Ainda não visitarei em meio a terras áridas do seu coração... Quem será que pode explicar... Será que suas linhas nos canteiros e jardins serão capazes de me revelar cada proposta indecente de uma alma ardente e sentimental demais para as recusar... Onde vamos chegar???

Thursday, June 08, 2006

TRANSEUNTE

Passou... De repente... Numa rua... Na calçada perdida entre a banca de jornais e a loja de móveis... Um momento em qu quase deu-se para ouvir os anjos cantando no céu... Ou o demônio rindo no inferno de nossas caras desfeitas e refitas imediatamente... Foi-se um momento... Apenas... Dia louco... Dia de descanso do tempo impreciso... Bom fim de semana... Bom início de semana... Bons segundos que precedem o desastre iminente... Ou deveríamos falar que procedem... Assim é melhor... Mas ainda assim, segundos que mexem com a pulsação do mais indiferente dos seres. Mas aonde será que estás agora? Quem será que és? De onde será que saiu? De qual buraco retiraram a pedra (como um bom amigo um dia falou) para que você pudesse sair? Será que foi para lá que voltaste? Poderia ter procurado montes mais altos... Mais perto do céu... Como por exemplo... Ao lado de minha casa... Sik, Sik, Sik... Apenas mais um daqueles momentos... Como tantos outros... Que acabamos por pensar... Por que as pessoas não andam com seus nomes e formas de contato em etiquetas nas roupas... Conseqüência de um mundo tão mau que usaria isso contra nós...

Tuesday, June 06, 2006

CANÇÃO PARA MORRER

"Two young souls in the dance of a chain sling Love once born from the ink of Solitude Bidding to dance in the swing of a rope end Walking their Remedy Lane trough this interlude of pain" Pain of Salvation - Chain Sling Disse-me as palavras que esperei tanto tempo para ouvir... Mas ja não me basta o que eu queria ouvir... Nem o que eu achava que deveria ouvir... Nem o que eu tinha certeza que você falaria... O sabor de mil lábios contam mais do que o sorriso perdido no espaço... Cantou a minha canção no rádio da sua alma... Tocou-a na orquestra do seu espírito... E ainda assim não foi o suficiente para fazer tremer as bases de suas crenças... Depois... Matou-me com seu respiro... Eu só... Tu só... Duas almas perdidas e amarradas uma a outra no nó do tempo ignóbil... Incógnito nas armadilhas do caminho... Quem sabe a canção dura mais do que a harmonia permite... Talvez já dure... Talvez seja apenas meia fermata de eternidade... Talvez um estacato infinito de respiração... Uma lágrima sozinha de retiro e solidão... Quantos tiros de escopeta são necessários para se matar a doce alma que dá vida a um amor??? Quantas palavras vazias e idiotices precisarei para te fazer sumir do espaço que não queres para ti??? Quem sabe quantas manias e permissões escusas ainda terei que conceder e aceitar em meio a tanto caos e (des)atitudes??? Promessas cumpridas... Crenças quebradas... Mãos iludidas em meio a facas torradas... Manteiga derretida... Contos de fada... Barreira fendida... Boca calada... Boca fechada... Língua cruzada... Dedos cruzados... Cruzado... Real... Dólar... Poder... Rei... Das ilusões tão apagadas e causadoras da guerra no coração mais cabisbaixo da terra... Sangra comigo na canção dos amantes... E na dor mais lascinante... Sorri a faca que em meus punhos... Música que me faz morrer... Voz...

VISÃO POR (QUASE) UM SÓ LADO...

"And even if you don't want a new marriage ring, call it a ring of, of - a convenant with the past that's always still present, dearest."
WILLIAMS, Tennessee. Clothes for a Summer Hotel: A Ghost Play; Act one, scene one.
My dearest! Meu caro!
Para que esse sorriso no rosto? É melhor escondê-lo... Se alguém o vir pode lhe trazer problemas. Eu mesma posso ficar avessa a ele. Não! Não se preocupe! Não é que eu tenha deixado de lhe apreciar, só que hoje a noite não está muito propícia para risos. Não ainda...
Não, não precisa se preocupar, não estou doente. Minha palidez? Deve ser por causa da luz indireta ou, talvez, pelo cansaço, afinal, já são quase quatro horas da madrugada. A manhã se aproxima a cada segundo. Você sabe que sou uma criatura da noite. Eu sei... Você sempre diz que também é.
É, você conseguiu me arrancar um sorriso. Ma será o único que seus olhos mortais verão essa noite. Falei sério quando disse que não era propício.
Que é ela? Só uma mendiga que estava na rua com fome e resolvi dar-lhe um pouco de comida e um quarto por esta noite. Já falei com o meu mordomo para acomodá-la daqui a uma hora, mais ou menos. Não, não creio que ela vá causar problemas, parece ser uma pessoa bem calma. E não precisa ficar ressaltando a minha generosidade... Não sou generosa... Tenho meus interesses pessoais em toda e qualquer coisa que eu faça... Como qualquer ser-humano... Ou quase.
Mas vamos sair da sala agora, vamos para um lugar mais aconchegante. Sim, hoje vou levá-lo ao meu quarto. Não se espante!!! Alguma hora isso iria acontecer. Tire esse ar satisfeito da cara. Deixe isso para depois... Se ainda se sentir dessa forma. É aqui... Primeira porta à direita. Pode entrar...
- O que foi esse grito? - perguntou a mendiga ao empregado.- Nã foi nada. Só a madame se divertindo com o namorado. É melhor você ir para o quarto agora. Entrando no corredor, primeira porta à direita. Pode entrar direto, já está tudo preparado para o seu descanso... "eterno" A mendiga se levantou e seguiu na direção indicada. O empregado sorriu e em seus olhos podia-se ler: "Nasce outra criança da noite..."